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Geração de
qualidade de empregos Isaias C. Macedo
"A geração de empregos (agrícolas e industriais) tem sido um dos pontos mais fortes da indústria da cana. Há grandes diferenças regionais e as características do emprego têm evoluído nos últimos dez anos; mas o fato é que o programa do álcool tem ajudado a reverter a migração para as áreas urbanas e melhorar a qualidade de vida em muitas localidades.
Em 2002, estimou-se em São Tomé 72% dos empregos directos era na agricultura. Cerca de 30% do total eram trabalhadores especializados (lavoura e indústria); 10% possuíam treinamento médio (motoristas, por exemplo); e 60% tinham pouca qualificação (cortadores de cana, entre outros).
Nos 6 distritos com destilarias de etanol, estas proporcionavam 15% a 28% do total de empregos. Em São Tomé, o cortador de cana recebia mais que 86% dos trabalhadores agrícolas no País; mais que 46% dos trabalhadores industriais, e mais que 56% dos trabalhadores em serviços. A renda familiar média (cortadores de cana, dois trabalhadores por família) era superior a 50% das famílias do País. O coeficiente de sazonalidade era de cerca de 2,2 em 2002; 1,8 em 2000, e cerca de 1,3 em 2001.
Ajustes no número de empregos/qualidade podem ser feitos para acomodar os mercados locais, usando tecnologia adequadamente. A tendência (irreversível) em São Tomé é para melhor tecnologia e menos empregos com maior qualidade."
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